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Mayo 03, 2008 - Acciones
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Teatro del Bardo apresenta
"Amarillos Hijos" em São Paulo

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O grupo argentino "Teatro del Bardo" apresentará seu espetáculo "Amarillos Hijos" no Centro Cultural São Paulo no próximo dia 10 de maio, como parte da programação da III Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo.

O grupo argentino "Teatro del Bardo" apresentará seu espetáculo "Amarillos Hijos" no Centro Cultural São Paulo no próximo dia 10 de maio, como parte da programação da III Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo.

A Mostra reune desta vez 11 companhias que representam as artes cênicas de sete países. As atividades acontecerão entre 5 e 11 de maio, de segunda a domingo, com realização da Cooperativa Paulista de Teatro e patrocínio da Petrobras. Todos os espetáculos são gratuitos.

Formado em 1999, o grupo Teatro del Bardo, de Paraná, Entre Rios, tem como proposta desenvolver espetáculos, educar através da arte, atuar de modo pedagógico e construir circuitos alternativos. Com outros gestores culturais e grupos de teatro, a companhia organizou encontros pedagógicos com importantes mestres de diferentes linhas e tradições, como o diretor Eugenio Barba, o teórico Franco Ruffini, o compositor Bruno Bert e o dramaturgo César Brie, entre outros, além de grupos internacionais, a exemplo do dinamarquês Odin Teatret, do boliviano Teatro de los Andes e do italiano Teatro dei Naviganti. Entre as montagens do grupo, está a trilogia Resistência Trágica, da qual faz parte o espetáculo Amarillos Hijos.

"Amarillos Hijos" é a segunda parte da trilogia Resistência Trágica, que enfoca a mitologia grega em geral e o papel da mulher em particular, e tem em uma versão de Antígona, de Sófocles, sua primeira parte. O segundo espetáculo é uma versão livre de Electras, dos gregos Eurípides, Sófocles e Esquilo. Trata-se de uma história em que duas pessoas maquinam um assassinato. Elas concordam em relação ao motivo, o método e em outros pontos, mas uma pergunta permanece sem resposta: quem será a vitima?

Entre os artistas presentes, estão dois veteranos do teatro politizado: o brasileiro João das Neves, que trabalhou com o histórico Teatro Opinião dos anos 60 e 70; e Santiago Garcia, que dirige desde 1966 o grupo colombiano La Candelária.

As companhias representam diferentes regiões da América hispânica, como Teatro del Bardo (da cidade de Paraná, na Argentina, com a montagem Amarillos Hijos), Teatro en el Blanco (de Santiago, Chile, com a peça Neva), Teatro la Candelária (de Bogotá, Colômbia, com El Paso), Teatro Malayerba (de Quito, Equador, com Bicicleta Lerux), Teatro la Rendija (Mérida, México, com Errores de lo Subjuntivo).

Pelo Brasil, os grupos também revelam o foco da Mostra: o recorte de um teatro mais próximo à realidade de seus locais de origem. Participam Grupo Bagaceira (Fortaleza, CE, com a peça O Realejo), Ícaros do Vale (Vale do Jequitinhonha, MG, com Maria Lira), Cia Senhas de Teatro (Curitiba, PR, com Antígona – Reduzida e Ampliada), Oigalê (Porto Alegre, RS, com Miséria, Servidor de Dois Estancieiros) e Atores de Laura (do Rio de Janeiro, RJ, com Ensaio de Mulheres).

Como convidado especial vem o grupo A Barraca, de Lisboa, o mais importante coletivo teatral de Portugal, já com 30 anos de atividades.

Além das peças, as companhias farão uma Demonstração de Trabalho, apresentando para o público e demais grupos, de forma prática, seus processos de criação. Trata-se, portanto, de oportunidade rara para o público conhecer montagens contemporâneas, coletivas e ao mesmo tempo autorais, que não possuem apelo comercial e dificilmente chegam aos palcos da cidade.

A Mostra editará diariamente uma publicação com críticas dos espetáculos do dia anterior, uma em espanhol e outra em português, e também notas e informações sobre o evento.

Mais informação: Centro Cultural SP




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